quarta-feira, 22 de outubro de 2014

'Nunca vote em um religioso', afirma Padre Marcelo Rossi



Padre Marcelo Rossi se mostrou contrário a políticos religiosos (Foto: Andre Penner/AP) 
Padre Marcelo Rossi se mostrou contrário a políticos religiosos (Foto: Andre Penner/AP)


Padre Marcelo Rossi é um dos líderes religiosos mais influentes do Brasil. No país com maior número absoluto de católicos do mundo, sua opinião tem peso. E, nesta segunda-feira (20), Marcelo Rossi falou sobre política.

Em entrevista ao portal Terra, o padre comentou diversos temas. Foi questionado sobre sua recente - e comentada - alteração de peso, a luta contra a depressão e também sobre política.

Quando o assunto foi a presença de políticos que baseiam sua propostas no viés religioso, Marcelo Rossi se mostrou completamente contra à prática.

"Eu sou totalmente contra, seja padre ou pastor. Está errado. Ou você é um líder religioso, ou você é um líder político. Pode colocar minhas palavras: "Nunca vote em nenhuma pessoa religiosa". A Igreja Católica viveu isso, a união de Estado, política e religião. Foi a pior fase. Pode ver que a Igreja Católica é a única que não tem candidato. Ela pode até dizer que gosta, mas nunca indica. Eu tenho medo. A pior coisa é fanático. Fuja dessas pessoas, que são as mais perigosas e as que se corrompem mais facilmente", comentou.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

"O nome disso é marketing", diz Malafaia sobre documento do Vaticano

Texto elaborado em assembleia geral de bispos defende atitudes de aceitação em relação a homossexuais e divorciados

<p> O pastgor Silas Malafaia: críticas ao Templo de Salomão</p>


    O pastor Silas Malafaia: críticas ao Templo de Salomão (Foto: Ernani D'Almeida)
14.out.2014 por VEJA SÃO PAULO

Bispos da Igreja Católica do mundo inteiro divulgaram na segunda-feira (13) um documento com as discussões que permearam a Assembleia-Geral Extraordinária do Sínodo, que acontece no Vaticano nesta semana. O texto surpreendeu ao adotar uma postura mais aberta a fieis homossexuais e que fazem parte de famílias que não seguem as doutrinas católicas, como divorciados, ou que estão em uniões informais. Pastor da Assembleia de Deus e conhecido por embates com ativistas dos direitos LGBT, Silas Malafaia diz que o documento é "apenas para fazer média."

"Não vi nenhuma relação ou apoio aos homossexuais. Mas a imprensa tem uma abertura fenomenal para tudo que é favor do ativismo gay. O nome disso é marketing", afirma. O pastor é conhecido por se expressar contra o casamento gay, e ficou no centro do debate das eleições presidenciais quando ameaçou fazer um twittaço contra o programa de governo da candidata Marina Silva (PSB). Um dia após as ameaças, o programa de Marina foi modificado e propostas sobre casamento civil igualitário retiradas. A campanha afirmou que houve um erro de editoração.
No documento do Vaticano, a doutrina católica permanece inalterada e reitera-se que as uniões homossexuais não podem ser equiparadas ao casamento. Mas o texto diz que é preciso aceitar e valorizar a orientação sexual e que "pessoas homossexuais têm dons e qualidades que podem oferecer à comunidade cristã".

Para Malafaia, essa posição não difere da atitude já adotada pelas igrejas que "julgam o pecado, não o pecador". "Nunca vi a igreja de Cristo ser maleável com pecado. Pecado não tem a ver com época ou conjunto social, é uma norma do cristianismo, não tem como negociar."

O pastor ainda fez questão de lançar um desafio: "Eu faço um desafio ao papa ou a qualquer representante da igreja: quero que diga se a prática homossexual é pecaminosa, condenada pela Bíblia. Se ele disser que não, então pode mudar de nome, porque não será uma igreja cristã. Se disserem isso, pode mandar rasgar a Bíblia e inventar um novo livro para eles, pois serão hereges."

Veja
 

Homossexuais têm 'dons e qualidades a oferecer', diz texto.

Documento do Vaticano defende mudança da Igreja em relação a gays





Documento foi preparado após uma semana de discussões com 200 bispos.

Bispos em reunião matinal do sínodo da família, no Vaticano, nesta segunda-feira (13) (Foto: Gregorio Borgia/AP) 
Bispos em reunião matinal do sínodo da família, no Vaticano, nesta segunda-feira (13) (Foto: Gregorio Borgia/AP)
Numa grande mudança de tom, um documento do Vaticano declarou nesta segunda-feira (13) que os homossexuais têm “dons e qualidades a oferecer” e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo.
O documento, preparado após uma semana de discussões sobre temas relacionados à família no sínodo que reuniu 200 bispos, disse que a Igreja deveria aceitar o desafio de encontrar “um espaço fraternal” para os homossexuais sem abdicar da doutrina católica sobre família e matrimônio.
Embora o texto não assinale nenhuma mudança na condenação da igreja aos atos homossexuais ou em sua oposição ao casamento gay, usa uma linguagem menos condenatória e mais compassiva que comunicados anteriores do Vaticano, sob o comando de outros papas.
A declaração será a base das conversas da segunda e última semana da assembleia, convocada pelo papa Francisco. Também servirá para aprofundar a reflexão entre católicos de todo o mundo antes de um segundo e definitivo sínodo no ano que vem.
"Os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã: seremos capazes de acolher essas pessoas, garantindo a elas um espaço maior em nossas comunidades? Muitas vezes elas desejam encontrar uma igreja que ofereça um lar acolhedor”, afirma o documento, conhecido pelo nome latino de “relatio”.
“Serão nossas comunidades capazes de proporcionar isso, aceitando e valorizando sua orientação sexual, sem fazer concessões na doutrina católica sobre família e matrimônio?”, indagou.
John Thavis, vaticanista e autor do bem-sucedido livro “Os Diários do Vaticano”, classificou o comunicado como “um terremoto” na atitude da Igreja em relação aos gays.
“O documento reflete claramente o desejo do papa Francisco de adotar uma abordagem pastoral mais clemente no tocante ao casamento e aos temas da família”, disse.
Vários participantes na reunião a portas fechadas afirmaram que a Igreja deveria amenizar sua linguagem condenatória em referência aos casais gays e evitar frases como “intrinsecamente desordenados” ao falar sobre os homossexuais.
Essa foi a frase usada pelo ex-papa Bento 16 em um documento escrito antes de sua eleição, quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger e chefe da Congregação para a Doutrina da Fé.
G1

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Cientistas britânicos confirmam que experiências fora do corpo são reais



da Redação

Pesquisadores da Universidade de Southampton dedicaram-se quatro anos a investigar experiências de quase morte de mais de duas mil pessoas no Reino Unido, Estados Unidos e Áustria. Todas sofreram parada cardíaca. De acordo com o tablóide inglês Metro UK, esse é o maior estudo até hoje sobre o tema. Os cientistas revelaram que 40% dos investigados reportaram continuar conscientes por alguns minutos depois de o cérebro se desligar completamente e serem considerados 'clinicamente mortos'.

Um paciente de 57 anos reportou que ele teria 'saído' do corpo e assistido à sua ressuscitação do canto da sala durante os três minutos em que foi considerado 'morto'. Como prova, ele foi capaz de descrever as ações das enfermeiras detalhadamente e descrever os sons da máquina de monitoramento. O dr. Sam Parnia, que conduziu a pesquisa, disse ao Metro Uk que "o homem foi capaz de descrever tudo que aconteceu na sala de emergência, mas o mais importante, ele ouviu dois apitos vindos da máquina que faz esse som a cada três minutos. Então, foi possível calcular quanto tempo durou sua experiência".

De acordo com Dr. Parnia, outros pacientes descreveram uma sensação de paz ou de passagem do tempo mais rápida ou mais devagar, enquanto alguns disseram ter visto uma luz. Uma parte do grupo relatou sentimento de medo, como se estivessem se afogando ou sendo sugados.

Dos 2.060 pacientes investigados, 330 sobreviveram. Desses, 140 relataram experiência fora do corpo. O estudo foi publicado no jornal oficial do Conselho Europeu de Ressucitação.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

VALNICE MILHOMENS E A SUA FALSA PROFECIA SOBRE MARINA SILVA




Por Renato Vargens



Antes de qualquer coisa é preciso afirmar que entendo que uma grande parte daqueles que votaram em Marina o fizeram por convição ideológica, o que é justo e absolutamente compreensivo, todavia, é preciso também afirmar que um número significativo de irmãos em Cristo, tomados pela empolgação, resolveram votar na ex-senadora, pelo fato de que alguns pastores afirmaram terem recebido da parte de Deus a revelação de que a candidada do PSB seria a próxima presidente da república. 
Nessa perspectiva, líderes evangélicos como Valnice Milhomens, afirmaram que a hora do Brasil ter um presidente cristão havia chegado e que Deus havia revelado a ela que Marina era a escolhida para a função,



Pois bem, no vídeo abaixo, editado pelo pastor Euder Faber e  publicado no youtube pela Vinacc, você poderá de forma efetiva comprovar isso. O vídeo além de conter uma FALSA PROFECIA, contém distorções teológicas das mais absurdas possíveis as quais precisam ser questionadas.



Prezado irmão, o apóstolo Paulo disse a igreja de Tessalônica quanto a não desprezar  profecias, mas examinar tudo, retendo o que é bom”. (I Tes. 5:20-21) Além disso, Paulo também afirmou que quando profecias fossem dadas a mensagem deveria ser julgada. (I Cor. 14:29.)



Pois é, as eleições presidenciais fizeram com que alguns pastores em nome de Deus profetizassem que Marina Silva seria eleita presidente do Brasil. Em nome de Cristo declararam que a ex-senadora venceria o pleito, o que efetivamente não aconteceu. Nessa perspectiva alguns cristãos imbuídos por amor a Cristo, acreditando que a profecia vinha da parte de Senhor, lançaram-se com todas as suas forças na campanha de Marina, o que trouxeram inúmeros transtornos na vida daqueles que tardiamente descobriram que as profecias em questão não eram de origem divina.



Caro leitor, isto posto, afirmo:


  1. Cuidado com aqueles que em nome de Deus dizem "assim diz o Senhor" manipulando o povo de acordo com suas vontades pessoais.
  2. Lembre-se que somos regidos pelas Escrituras e não pela boca de um "profeta", portanto, não pautemos nossas decisões por aquilo que o "pastor" diz, mas sim pela infalível Palavra de Deus.
  3. Julgue tudo que lhe é dito. Não é porque o pastor disse que é de Deus, que você deve concordar com ele. Verifique à luz das Escrituras se aquilo que ele falou possui fundamento bíblico. 
  4. Cuidado com aqueles que em nome de Cristo usam de "profecias" para orientar sua vida. Nós não somos orientados por profecias, revelações, ou palavras de um profeta, antes pelo contrário somos orientados pela Palavra de Deus.
Por fim, termino este post afirmando que penso que todos aqueles que profetizaram em nome de Deus a eleição de Marina deveriam arrepender-se do seu erro, e vir a público pedindo perdão pelo equivoco cometido.



Com tristeza no coração, rogo ao Eterno que ilumine o coração de Valnice como também de tantos pastores que de forma equivoca pecaram contra a santidade de Deus.
Renato Vargens





domingo, 7 de setembro de 2014

Afinal, quem são “os evangélicos”?


De tanto que se falou sobre os evangélicos nas últimas semanas, nos jornais e nas redes sociais, talvez caiba uma pergunta: afinal, quem são “os evangélicos”?
por Ricardo Alexandre — publicado 07/09/2014 07:40, última modificação 07/09/2014 08:44
Agência Brasil e Wikimedia Commons
malafaia-martin.jpg
Silas Malafaia e Martin Luther King: duas faces da mesma moeda?

Homofóbicos, cortejados pela presidente, fundamentalistas. Massa de manobra de Silas Malafaia, conservadores, determinantes no segundo turno das eleições. De tanto que se falou sobre os evangélicos nas últimas semanas, nos jornais e nas redes sociais, talvez caiba uma pergunta: afinal, quem são “os evangélicos”?

A resposta mais honesta não poderia ser mais frustrante: os evangélicos são qualquer pessoa, todo mundo, ou, mais especificamente, ninguém. São uma abstração, uma caricatura pintada a partir do que vemos zapeando pelos canais abertos misturado ao que lemos de bizarro nos tabloides da internet com o que nosso preconceito manda reforçar. Dizer que “o voto dos evangélicos decidirá a eleição” é tão estúpido quanto dizer a obviedade de que 22,2% dos brasileiros decidirão a eleição. Dizer que “os evangélicos são preconceituosos”, significa dizer o ser humano é preconceituoso. É não dizer nada, na verdade.

Acreditar que há uma hegemonia de pensamento, de comportamento ou de doutrina evangélica é, em parte, exatamente acreditar no que Silas Malafaia gosta de repetir, mas é, em parte, desconhecer a história. A diversidade de pensamento é a razão de existir da reforma protestante. E continuou sendo pelos séculos seguintes, quando as igrejas reformadas do século 16 deram origem ao movimento evangélico, estes aos pentecostais e estes aos neopentecostais, todos microdivididos até o limite do possível, graças, novamente, à diversidade de pensamento – sobre forma de governo, vocação e pequenos pontos doutrinários. Boa parte destas, sem organização central, sem “presidência” nem representante, com as decisões sendo tomadas nas comunidades locais, por votação democrática.

Assim como não existe “os evangélicos” também não existe “os pentecostais”, nem “os assembleianos”: dizer que Malafaia é o “papa da Marina Silva” como disse Leonardo Boff, apenas porque ambos são membros da Assembléia de Deus, é ignorar que, por trás dos 12,3 milhões de membros detectados pelo IBGE, a Assembleia de Deus é rachada entre ministérios Belém, Madureira, Santos, Bom Retiro, Ipiranga, Perus e diversos outros, cada um com seu líder, sua politicagem e sua aplicação doutrinária. A Assembleia de Deus Vitória em Cristo de Malafaia, aliás, sequer pertence à Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.

Ignorância parecida se manifesta em relação ao uso do termo “fundamentalista”, como sinônimo de “literalista”, aquele incapaz de metaforizar as verdades morais dos textos sagrados. A teologia cristã debate há dois mil anos sobre a observação, interpretação e aplicação dos escritos sagrados, quais são alegóricos e quais são históricos, quais são “poesias” e quais são literais. O deputado Jean Wyllys, colunista da Carta Capital, do alto de alguma autoridade teológica presumida, já chegou à sua conclusão: o que não for leitura liberal, é fundamentalista e, portanto, uma ameaça às minorias oprimidas. (Liberalismo teológico é uma corrente teológica do final do século 19 que lançou uma leitura crítica das escrituras, completamente alegorizada, negando sua autoridade sobrenatural, a existência dos milagres, e separando história e teologia).

Só que isso simplesmente não é verdade. Dentro da multifacetação das igrejas de tradição evangélicas, há as chamadas “inclusivas”, mas há diversas igrejas históricas, tradicionais, teologicamente ortodoxas, que acreditam nos absolutos da “sola scriptura” da Reforma Protestante, mas que têm política acolhedora e amorosa com as minorias. Algumas criaram pastorais para tratar da questão homossexual, outras trabalham para integrá-los em seus quadros leigos; outros, como disse o pastor batista Ed René Kivitz, estão mais dispostos a aprender como tratar “uma pessoa que está diante de mim dizendo ter sido rejeitado por sua família, pelo meu pai, pela minha igreja” do que discutir a literalidade dos textos do Velho Testamento.

O panorama da questão pode ser melhor entendido em Entre a cruz e o arco-íris: A complexa relação dos cristãos com a Homoafetividade (Editora Autêntica), livro qual tive a honra de editar. Nele, o pastor batista e sociólogo americano Tony Campolo, ex-conselheiro do presidente Bill Clinton, diz: “Se você vai dizer à comunidade homossexual que em nome de Jesus você a ama (...) não teria que lutar por políticas públicas que demonstrem que você as ama? Pode haver amor sem justiça? Eu luto pela justiça em favor de gays e lésbicas, porque em nome de Jesus Cristo eu os amo.” Campolo, entretanto, faz distinção entre direitos e casamento: “O governo não deve se envolver nem declarar, de forma alguma, o que é casamento, quem pode ou não se casar”, ele disse. “Governo existe para garantir os direitos das pessoas. Casamento é um sacramento da igreja – governos não devem decidir quem deve ou não receber esse sacramento.” Campolo acredita que esta será a visão dominante entre cristãos americanos “em cinco ou seis anos”.

Entre os evangélicos brasileiros há quem pense desde já como Campolo – distinguindo união civil de casamento. Há quem pense de forma ainda mais radical: que a união civil, com implicações patrimoniais e status de família, deveria valer não apenas para casais homossexuais, mas para irmãos, primos ou quem quer que se entenda como família. Há quem defenda o acolhimento dos gays nas igrejas, mas o celibato para eles. Quem, embora sabendo que mais da metade das famílias brasileiras já não são no formato pai-mãe-filhos, ainda luta para restabelecer esse padrão idealizado. Há, sim, quem acredite que o seu conjunto de doutrinas e o seu modo de vida são fundamentais. Há aqueles que, enquanto estamos discutindo aqui, está mais preocupado se a melhor tradução do grego é a João Ferreira de Almeida ou a Nova Versão Internacional. E há quem acorde diariamente acreditando ser porta-voz do “povo de Deus”, pague espaço em redes de televisão para multiplicar esse delírio (mas, a julgar pelo 1% de intenção de voto do Pastor Everaldo, somente ativistas gays e jornalistas desmotivados acreditam nesse discurso). Esses são “os evangélicos”.

Na fatídica sexta-feira em que o PSB divulgou seu programa de governo, enquanto Malafaia gritava no Twitter em CAPSLOCK furibundo, o pastor presbiteriano Marcos Botelho, postou: “Marina, que bom que vc recebeu os líderes do movimento LGBTs, receba as reivindicações com a tua coerência e discernimento de sempre e um compromisso com o estado laico que é sua bandeira. Vamos colocar uma pedra em cima dessa polarização ridícula entre gays e evangélicos que só da IBOPE para líderes políticos e pastores oportunistas.”

Botelho não representa “os evangélicos” porque não existe “os evangélicos”. Mas Marcos Botelho existe e é evangélico. Assim como existe William Lane Craig, o filósofo que convida periodicamente Richard Dawkins para um debate público, do qual este sempre se esquiva; existe o geneticista Francis Collins vencendo o William Award da Sociedade Americana de Genética Humana; existe Jimmy Carter, dando aula na escola bíblica no domingo e sendo entrevistado para a capa da Rolling Stone por Hunter Thompson na segunda-feira; existe o pastor congregacional inglês John Harvard tirando dinheiro do próprio bolso para fundar uma universidade “para a honra de Deus” nos Estados Unidos que leva seu sobrenome; existe o pastor batista Martin Luther King como o maior ativista de todos os tempos; existe o jovem paulista Marco Gomes, o “melhor profissional de marketing do mundo”, pedindo licença para “falar uma coisa sobre os evangélicos”. E existe o Feliciano, o Edir Macedo, a Aline Barros, o Thalles Roberto, o Silas Malafaia e o mercado gospel. Como existe bancada evangélica, mas existem os que lutaram pela “separação entre igreja e estado” na constituição, e existem os que acreditam que levar Jesus Cristo para a política é trabalhar não para si, mas para os menos favorecidos.

Existe o amor e existe a justiça, como existe o preconceito, o dogmatismo, o engano, o medo, a vaidade e a corrupção. Não porque somos evangélicos, mas porque somos humanos.

* Ricardo Alexandre é jornalista e escritor, radialista e blogueiro, Prêmio Jabuti 2010, ex-diretor de redação das revistas Bizz, Época São Paulo e Trip. E é membro da Igreja Batista Água Viva em Vinhedo, interior de São Paulo.
 
 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Você pouparia este Jesus?



Jesus retratado exatamente como foi exposto ao ser crucificado

Por Hermes C. Fernandes

- Alguém aí me acusa de pecado?[1] 

Esta pergunta fora feita por ninguém menos que o Filho de Deus.

Até onde sabemos, ninguém ousou se pronunciar. Mas pensando bem... alguns cristãos modernos talvez tivessem sérias acusações a fazer. 

Abaixo, segue uma lista de supostos pecados que Ele teria cometido:

Sentou-se e comeu com gente da pior espécie.[2]

Aceitou presentes de prostitutas.[3] 

Foi conivente com o vício ao transformar água pura em bebida alcoólica de ótima qualidade.[4] 

Foi flagrado conversando com uma mulher de moral duvidosa, e ainda por cima, samaritana.[5] 

Impediu a execução justa de uma adúltera descarada, e ainda expôs seus delatores.[6] 

Quebrou o santo mandamento do sábado várias vezes (pelo menos, segundo a interpretação dos sábios e piedosos judeus).[7] 

Exaltou a figura de um pária em uma de suas parábolas, enquanto desmascarou a religiosidade apática de uma casta religiosa.[8] 

Elogiou a fé de um oficial romano (provavelmente um idólatra) na frente de seus patrícios.[9] 

Tocou e deixou-se tocar por leprosos, o que, pela Lei, tornava-o imundo.[10] 

Não fez média com autoridades; pelo contrário, chamou Herodes de raposa.[11] 

Xingou gente piedosa de ‘cobras e lagartos’, enquanto tratou com cavalheirismo quem não merecia nem atenção.[12] 

Falou com gente morta (dois de uma vez!).[13] 

Hospedou-se na casa de um corrupto.[14] 

Traiu os anseios populares ao abonar o recolhimento de impostos por parte do império que ocupara suas terras.[15] 

Contou historinhas com mensagens subliminares e teor subversivo.[16] 

Pediu arrego no momento de maior pressão.[17] 

Questionou o abandono do Seu Deus na hora da morte.[18] 

Garantiu o acesso ao paraíso a um meliante condenado à morte.[19] 

Promoveu a desordem ao entrar em recinto sagrado munido de chicote. [20]

Sabotou o sistema financeiro ao expulsar cambistas e negociantes do pátio do templo. [21] 

Celebrou reuniões secretas com seus seguidores pedindo sigilo absoluto. [22] 

E para completar o vexame, foi exposto completamente nu, vestindo unicamente uma coroa de espinho e três cravos que penetraram sua carne.

Esse Jesus não soa ‘subversivo’ demais? Não teria sido melhor crucificá-lo mesmo? Será que os crentes de hoje o poupariam?

Alguém com este currículo deve ser detido o quanto antes, para que sua doutrina não se espalhe pelo tecido social, resultando na subversão da ordem vigente.  



[1] João 8:46
[2] Marcos 2:16
[3] Lucas 7:37
[4] João 2:9
[5] João 4:27
[6] João 8:4
[7] João 5:16
[8] Lucas 10:33
[9] Mateus 8:10
[10] Marcos 1:41
[11] Lucas 13:32
[12] Marcos 8:38
[13] Mateus 17:3
[14] Lucas 19:5-7
[15] Mateus 22:21
[16] Mateus 13:34
[17] Mateus 26:39
[18] Mateus 27:46
[19] Lucas 23:43 [20] João 2:15 [21] Mateus 21:12 [22] Foram várias, antes e depois da ressurreição.

* Os fatos não estão em ordem cronológica. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Boko Haram invade cultos e decapita crianças cristãs

“Vocês podem matar meu corpo, mas não matarão minha alma”, afirmou cristão torturado
por Jarbas Aragão

Boko Haram invade cultos e decapita crianças cristãs 
  Boko Haram invade cultos e decapita crianças cristãs



A mais recente onde de ataque do grupo extremista islâmico Boko Haram tem como objetivo decretar um Estado Islâmico independente dentro da Nigéria. Para isso, eles mataram todos os cristãos residentes na área que puderam.
Segundo agências internacionais, o número chega a milhares. As aldeias na região noroeste do país foram invadidas, as igrejas incendiadas, homens foram mortos e suas mulheres sequestradas, uma prática conhecida do grupo.
Mais de 100 militantes invadiram as aldeias predominantemente cristãs no momento em que o culto de domingo se iniciava. Abriram fogo contra os moradores que estavam nos templos e, empunhando seus facões, começaram a matança. Muitos cristãos foram decapitados e suas mulheres estupradas. Há registros de várias que foram sequestradas e forçadas a se “casar” com os guerrilheiros do Boko Haran. Há registro de várias crianças que foram mortas e decapitadas.
Sawaltha Wandala, 55, chegava para o culto quando viu um militante jogar uma criança de uns seis anos, aparentemente morta, dentro de uma vala. O ancião se aproximou e viu que a criança ainda estava viva. Tomou-a no colo e correu em direção ao hospital em busca de socorro.
De repente, foi parado por cinco militantes que arrancando a criança dos seus braços, e cortaram sua cabeça em pedaços diante de seus olhos. Depois, agrediram Wandala com pedaços de pau e bateram com uma pedra em sua cabeça. Ele desmaiou. Pensando que estava morto, foi deixado pelos muçulmanos.
Cenas parecidas se repetiram em quase todas as aldeias do distrito de Gwoza. Muitos cristãos fugiram pela fronteira para a vizinha República dos Camarões. Um deles foi John Yakubu, que juntamente com sua família tentou encontrar abrigo. Dias depois, ele voltou para a aldeia de Attagara para tentar recuperar alguns de seus animais.
Chegando em casa, pegou seus poucos pertences, incluindo a Bíblia da família. Ao ser surpreendido por soldados do Boko Haram, foi lhe dada uma escolha: “Você precisa se converter ao islamismo, ou então terá uma morte dolorosa.”
John recusou a oferta. Amarraram seus pés e mãos a uma árvore e o torturaram. Faziam cortes profundos nas mãos de John e zombavam da sua fé: “Você pode se tornar um muçulmano agora?” Ele simplesmente respondia: “Vocês podem matar meu corpo, mas não matarão a minha alma!”
Após vários ferimentos pelo corpo, com facas e até um machado, John sangrou muito, até perder a consciência. Os terroristas o abandonaram para morrer. Após três dias, ele foi resgatado e levado para um hospital, onde permaneceu em coma.
Um obreiro da Missão Voz dos Mártires, encontrou John no hospital. Perguntou-lhe qual era o seu sentimento em relação a seus agressores. A resposta de John foi surpreendente: “Eu já perdoei os muçulmanos. Eles não sabem o que estão fazendo.” 

Com informações Persecution, Christian Today e Daily Post

Voto evangélico em prova: Marina vai apoiar o casamento gay, a adoção de crianças por homossexuais e vai lutar pela aprovação da PLC 122





Gospel Channel Brasil - A eleição já está batendo a porta e os maiores analistas políticos já dizem que a decisão de quem vai assumir a presidência em 2015 ficará nas mãos do eleitor evangélico. Essa semana o Gospel Channel observou que a maioria dos cristãos estão com Marina, porém nesta sexta (29) vimos uma notícia e a confirmamos no plano de governo, de que Marina vai lutar pela aprovação do casamento gay, a adoção de crianças por homossexuais e pela a aprovação da PLC 122, que torna crime o fato de um cidadão ser contra o casamento de pessoas do mesmo sexo. Por ser evangélica, e da Assembleia de Deus, Marina agora vai ter que lutar ainda mais pelo voto evangélico.




Seria mais promessa de político ou realmente uma assembleiana vai ser a responsável pela a aprovação do casamento gay?

No site oficial da campanha de Marina o Gospel Channel confirmou o que a FOLHA disse: Marina defende que o casamento gay vire lei.

Abaixo você lê o trecho na área de cidadania que fala sobre o assunto.





Lamentavelmente já começaram a se levantar contra quem era a favor de Marina, como o pastor Silas Malafaia, que já se pronunciou no twitter, mas vai esperar Marina pronunciar essas palavras dá própria boca para dar seu ultimato. Silas claramente iria votar no pastor Everaldo, mas nunca criticou Marina.





O Gospel Channel também vai esperar a confirmação pela própria Marina Silva, antes de darmos nossa posição final sobre o assunto; Lembrando que nesses 6 anos de trabalho, sempre fomos contra a PLC 122.