domingo, 7 de setembro de 2014

Afinal, quem são “os evangélicos”?


De tanto que se falou sobre os evangélicos nas últimas semanas, nos jornais e nas redes sociais, talvez caiba uma pergunta: afinal, quem são “os evangélicos”?
por Ricardo Alexandre — publicado 07/09/2014 07:40, última modificação 07/09/2014 08:44
Agência Brasil e Wikimedia Commons
malafaia-martin.jpg
Silas Malafaia e Martin Luther King: duas faces da mesma moeda?

Homofóbicos, cortejados pela presidente, fundamentalistas. Massa de manobra de Silas Malafaia, conservadores, determinantes no segundo turno das eleições. De tanto que se falou sobre os evangélicos nas últimas semanas, nos jornais e nas redes sociais, talvez caiba uma pergunta: afinal, quem são “os evangélicos”?

A resposta mais honesta não poderia ser mais frustrante: os evangélicos são qualquer pessoa, todo mundo, ou, mais especificamente, ninguém. São uma abstração, uma caricatura pintada a partir do que vemos zapeando pelos canais abertos misturado ao que lemos de bizarro nos tabloides da internet com o que nosso preconceito manda reforçar. Dizer que “o voto dos evangélicos decidirá a eleição” é tão estúpido quanto dizer a obviedade de que 22,2% dos brasileiros decidirão a eleição. Dizer que “os evangélicos são preconceituosos”, significa dizer o ser humano é preconceituoso. É não dizer nada, na verdade.

Acreditar que há uma hegemonia de pensamento, de comportamento ou de doutrina evangélica é, em parte, exatamente acreditar no que Silas Malafaia gosta de repetir, mas é, em parte, desconhecer a história. A diversidade de pensamento é a razão de existir da reforma protestante. E continuou sendo pelos séculos seguintes, quando as igrejas reformadas do século 16 deram origem ao movimento evangélico, estes aos pentecostais e estes aos neopentecostais, todos microdivididos até o limite do possível, graças, novamente, à diversidade de pensamento – sobre forma de governo, vocação e pequenos pontos doutrinários. Boa parte destas, sem organização central, sem “presidência” nem representante, com as decisões sendo tomadas nas comunidades locais, por votação democrática.

Assim como não existe “os evangélicos” também não existe “os pentecostais”, nem “os assembleianos”: dizer que Malafaia é o “papa da Marina Silva” como disse Leonardo Boff, apenas porque ambos são membros da Assembléia de Deus, é ignorar que, por trás dos 12,3 milhões de membros detectados pelo IBGE, a Assembleia de Deus é rachada entre ministérios Belém, Madureira, Santos, Bom Retiro, Ipiranga, Perus e diversos outros, cada um com seu líder, sua politicagem e sua aplicação doutrinária. A Assembleia de Deus Vitória em Cristo de Malafaia, aliás, sequer pertence à Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.

Ignorância parecida se manifesta em relação ao uso do termo “fundamentalista”, como sinônimo de “literalista”, aquele incapaz de metaforizar as verdades morais dos textos sagrados. A teologia cristã debate há dois mil anos sobre a observação, interpretação e aplicação dos escritos sagrados, quais são alegóricos e quais são históricos, quais são “poesias” e quais são literais. O deputado Jean Wyllys, colunista da Carta Capital, do alto de alguma autoridade teológica presumida, já chegou à sua conclusão: o que não for leitura liberal, é fundamentalista e, portanto, uma ameaça às minorias oprimidas. (Liberalismo teológico é uma corrente teológica do final do século 19 que lançou uma leitura crítica das escrituras, completamente alegorizada, negando sua autoridade sobrenatural, a existência dos milagres, e separando história e teologia).

Só que isso simplesmente não é verdade. Dentro da multifacetação das igrejas de tradição evangélicas, há as chamadas “inclusivas”, mas há diversas igrejas históricas, tradicionais, teologicamente ortodoxas, que acreditam nos absolutos da “sola scriptura” da Reforma Protestante, mas que têm política acolhedora e amorosa com as minorias. Algumas criaram pastorais para tratar da questão homossexual, outras trabalham para integrá-los em seus quadros leigos; outros, como disse o pastor batista Ed René Kivitz, estão mais dispostos a aprender como tratar “uma pessoa que está diante de mim dizendo ter sido rejeitado por sua família, pelo meu pai, pela minha igreja” do que discutir a literalidade dos textos do Velho Testamento.

O panorama da questão pode ser melhor entendido em Entre a cruz e o arco-íris: A complexa relação dos cristãos com a Homoafetividade (Editora Autêntica), livro qual tive a honra de editar. Nele, o pastor batista e sociólogo americano Tony Campolo, ex-conselheiro do presidente Bill Clinton, diz: “Se você vai dizer à comunidade homossexual que em nome de Jesus você a ama (...) não teria que lutar por políticas públicas que demonstrem que você as ama? Pode haver amor sem justiça? Eu luto pela justiça em favor de gays e lésbicas, porque em nome de Jesus Cristo eu os amo.” Campolo, entretanto, faz distinção entre direitos e casamento: “O governo não deve se envolver nem declarar, de forma alguma, o que é casamento, quem pode ou não se casar”, ele disse. “Governo existe para garantir os direitos das pessoas. Casamento é um sacramento da igreja – governos não devem decidir quem deve ou não receber esse sacramento.” Campolo acredita que esta será a visão dominante entre cristãos americanos “em cinco ou seis anos”.

Entre os evangélicos brasileiros há quem pense desde já como Campolo – distinguindo união civil de casamento. Há quem pense de forma ainda mais radical: que a união civil, com implicações patrimoniais e status de família, deveria valer não apenas para casais homossexuais, mas para irmãos, primos ou quem quer que se entenda como família. Há quem defenda o acolhimento dos gays nas igrejas, mas o celibato para eles. Quem, embora sabendo que mais da metade das famílias brasileiras já não são no formato pai-mãe-filhos, ainda luta para restabelecer esse padrão idealizado. Há, sim, quem acredite que o seu conjunto de doutrinas e o seu modo de vida são fundamentais. Há aqueles que, enquanto estamos discutindo aqui, está mais preocupado se a melhor tradução do grego é a João Ferreira de Almeida ou a Nova Versão Internacional. E há quem acorde diariamente acreditando ser porta-voz do “povo de Deus”, pague espaço em redes de televisão para multiplicar esse delírio (mas, a julgar pelo 1% de intenção de voto do Pastor Everaldo, somente ativistas gays e jornalistas desmotivados acreditam nesse discurso). Esses são “os evangélicos”.

Na fatídica sexta-feira em que o PSB divulgou seu programa de governo, enquanto Malafaia gritava no Twitter em CAPSLOCK furibundo, o pastor presbiteriano Marcos Botelho, postou: “Marina, que bom que vc recebeu os líderes do movimento LGBTs, receba as reivindicações com a tua coerência e discernimento de sempre e um compromisso com o estado laico que é sua bandeira. Vamos colocar uma pedra em cima dessa polarização ridícula entre gays e evangélicos que só da IBOPE para líderes políticos e pastores oportunistas.”

Botelho não representa “os evangélicos” porque não existe “os evangélicos”. Mas Marcos Botelho existe e é evangélico. Assim como existe William Lane Craig, o filósofo que convida periodicamente Richard Dawkins para um debate público, do qual este sempre se esquiva; existe o geneticista Francis Collins vencendo o William Award da Sociedade Americana de Genética Humana; existe Jimmy Carter, dando aula na escola bíblica no domingo e sendo entrevistado para a capa da Rolling Stone por Hunter Thompson na segunda-feira; existe o pastor congregacional inglês John Harvard tirando dinheiro do próprio bolso para fundar uma universidade “para a honra de Deus” nos Estados Unidos que leva seu sobrenome; existe o pastor batista Martin Luther King como o maior ativista de todos os tempos; existe o jovem paulista Marco Gomes, o “melhor profissional de marketing do mundo”, pedindo licença para “falar uma coisa sobre os evangélicos”. E existe o Feliciano, o Edir Macedo, a Aline Barros, o Thalles Roberto, o Silas Malafaia e o mercado gospel. Como existe bancada evangélica, mas existem os que lutaram pela “separação entre igreja e estado” na constituição, e existem os que acreditam que levar Jesus Cristo para a política é trabalhar não para si, mas para os menos favorecidos.

Existe o amor e existe a justiça, como existe o preconceito, o dogmatismo, o engano, o medo, a vaidade e a corrupção. Não porque somos evangélicos, mas porque somos humanos.

* Ricardo Alexandre é jornalista e escritor, radialista e blogueiro, Prêmio Jabuti 2010, ex-diretor de redação das revistas Bizz, Época São Paulo e Trip. E é membro da Igreja Batista Água Viva em Vinhedo, interior de São Paulo.
 
 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Você pouparia este Jesus?



Jesus retratado exatamente como foi exposto ao ser crucificado

Por Hermes C. Fernandes

- Alguém aí me acusa de pecado?[1] 

Esta pergunta fora feita por ninguém menos que o Filho de Deus.

Até onde sabemos, ninguém ousou se pronunciar. Mas pensando bem... alguns cristãos modernos talvez tivessem sérias acusações a fazer. 

Abaixo, segue uma lista de supostos pecados que Ele teria cometido:

Sentou-se e comeu com gente da pior espécie.[2]

Aceitou presentes de prostitutas.[3] 

Foi conivente com o vício ao transformar água pura em bebida alcoólica de ótima qualidade.[4] 

Foi flagrado conversando com uma mulher de moral duvidosa, e ainda por cima, samaritana.[5] 

Impediu a execução justa de uma adúltera descarada, e ainda expôs seus delatores.[6] 

Quebrou o santo mandamento do sábado várias vezes (pelo menos, segundo a interpretação dos sábios e piedosos judeus).[7] 

Exaltou a figura de um pária em uma de suas parábolas, enquanto desmascarou a religiosidade apática de uma casta religiosa.[8] 

Elogiou a fé de um oficial romano (provavelmente um idólatra) na frente de seus patrícios.[9] 

Tocou e deixou-se tocar por leprosos, o que, pela Lei, tornava-o imundo.[10] 

Não fez média com autoridades; pelo contrário, chamou Herodes de raposa.[11] 

Xingou gente piedosa de ‘cobras e lagartos’, enquanto tratou com cavalheirismo quem não merecia nem atenção.[12] 

Falou com gente morta (dois de uma vez!).[13] 

Hospedou-se na casa de um corrupto.[14] 

Traiu os anseios populares ao abonar o recolhimento de impostos por parte do império que ocupara suas terras.[15] 

Contou historinhas com mensagens subliminares e teor subversivo.[16] 

Pediu arrego no momento de maior pressão.[17] 

Questionou o abandono do Seu Deus na hora da morte.[18] 

Garantiu o acesso ao paraíso a um meliante condenado à morte.[19] 

Promoveu a desordem ao entrar em recinto sagrado munido de chicote. [20]

Sabotou o sistema financeiro ao expulsar cambistas e negociantes do pátio do templo. [21] 

Celebrou reuniões secretas com seus seguidores pedindo sigilo absoluto. [22] 

E para completar o vexame, foi exposto completamente nu, vestindo unicamente uma coroa de espinho e três cravos que penetraram sua carne.

Esse Jesus não soa ‘subversivo’ demais? Não teria sido melhor crucificá-lo mesmo? Será que os crentes de hoje o poupariam?

Alguém com este currículo deve ser detido o quanto antes, para que sua doutrina não se espalhe pelo tecido social, resultando na subversão da ordem vigente.  



[1] João 8:46
[2] Marcos 2:16
[3] Lucas 7:37
[4] João 2:9
[5] João 4:27
[6] João 8:4
[7] João 5:16
[8] Lucas 10:33
[9] Mateus 8:10
[10] Marcos 1:41
[11] Lucas 13:32
[12] Marcos 8:38
[13] Mateus 17:3
[14] Lucas 19:5-7
[15] Mateus 22:21
[16] Mateus 13:34
[17] Mateus 26:39
[18] Mateus 27:46
[19] Lucas 23:43 [20] João 2:15 [21] Mateus 21:12 [22] Foram várias, antes e depois da ressurreição.

* Os fatos não estão em ordem cronológica. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Boko Haram invade cultos e decapita crianças cristãs

“Vocês podem matar meu corpo, mas não matarão minha alma”, afirmou cristão torturado
por Jarbas Aragão

Boko Haram invade cultos e decapita crianças cristãs 
  Boko Haram invade cultos e decapita crianças cristãs



A mais recente onde de ataque do grupo extremista islâmico Boko Haram tem como objetivo decretar um Estado Islâmico independente dentro da Nigéria. Para isso, eles mataram todos os cristãos residentes na área que puderam.
Segundo agências internacionais, o número chega a milhares. As aldeias na região noroeste do país foram invadidas, as igrejas incendiadas, homens foram mortos e suas mulheres sequestradas, uma prática conhecida do grupo.
Mais de 100 militantes invadiram as aldeias predominantemente cristãs no momento em que o culto de domingo se iniciava. Abriram fogo contra os moradores que estavam nos templos e, empunhando seus facões, começaram a matança. Muitos cristãos foram decapitados e suas mulheres estupradas. Há registros de várias que foram sequestradas e forçadas a se “casar” com os guerrilheiros do Boko Haran. Há registro de várias crianças que foram mortas e decapitadas.
Sawaltha Wandala, 55, chegava para o culto quando viu um militante jogar uma criança de uns seis anos, aparentemente morta, dentro de uma vala. O ancião se aproximou e viu que a criança ainda estava viva. Tomou-a no colo e correu em direção ao hospital em busca de socorro.
De repente, foi parado por cinco militantes que arrancando a criança dos seus braços, e cortaram sua cabeça em pedaços diante de seus olhos. Depois, agrediram Wandala com pedaços de pau e bateram com uma pedra em sua cabeça. Ele desmaiou. Pensando que estava morto, foi deixado pelos muçulmanos.
Cenas parecidas se repetiram em quase todas as aldeias do distrito de Gwoza. Muitos cristãos fugiram pela fronteira para a vizinha República dos Camarões. Um deles foi John Yakubu, que juntamente com sua família tentou encontrar abrigo. Dias depois, ele voltou para a aldeia de Attagara para tentar recuperar alguns de seus animais.
Chegando em casa, pegou seus poucos pertences, incluindo a Bíblia da família. Ao ser surpreendido por soldados do Boko Haram, foi lhe dada uma escolha: “Você precisa se converter ao islamismo, ou então terá uma morte dolorosa.”
John recusou a oferta. Amarraram seus pés e mãos a uma árvore e o torturaram. Faziam cortes profundos nas mãos de John e zombavam da sua fé: “Você pode se tornar um muçulmano agora?” Ele simplesmente respondia: “Vocês podem matar meu corpo, mas não matarão a minha alma!”
Após vários ferimentos pelo corpo, com facas e até um machado, John sangrou muito, até perder a consciência. Os terroristas o abandonaram para morrer. Após três dias, ele foi resgatado e levado para um hospital, onde permaneceu em coma.
Um obreiro da Missão Voz dos Mártires, encontrou John no hospital. Perguntou-lhe qual era o seu sentimento em relação a seus agressores. A resposta de John foi surpreendente: “Eu já perdoei os muçulmanos. Eles não sabem o que estão fazendo.” 

Com informações Persecution, Christian Today e Daily Post

Voto evangélico em prova: Marina vai apoiar o casamento gay, a adoção de crianças por homossexuais e vai lutar pela aprovação da PLC 122





Gospel Channel Brasil - A eleição já está batendo a porta e os maiores analistas políticos já dizem que a decisão de quem vai assumir a presidência em 2015 ficará nas mãos do eleitor evangélico. Essa semana o Gospel Channel observou que a maioria dos cristãos estão com Marina, porém nesta sexta (29) vimos uma notícia e a confirmamos no plano de governo, de que Marina vai lutar pela aprovação do casamento gay, a adoção de crianças por homossexuais e pela a aprovação da PLC 122, que torna crime o fato de um cidadão ser contra o casamento de pessoas do mesmo sexo. Por ser evangélica, e da Assembleia de Deus, Marina agora vai ter que lutar ainda mais pelo voto evangélico.




Seria mais promessa de político ou realmente uma assembleiana vai ser a responsável pela a aprovação do casamento gay?

No site oficial da campanha de Marina o Gospel Channel confirmou o que a FOLHA disse: Marina defende que o casamento gay vire lei.

Abaixo você lê o trecho na área de cidadania que fala sobre o assunto.





Lamentavelmente já começaram a se levantar contra quem era a favor de Marina, como o pastor Silas Malafaia, que já se pronunciou no twitter, mas vai esperar Marina pronunciar essas palavras dá própria boca para dar seu ultimato. Silas claramente iria votar no pastor Everaldo, mas nunca criticou Marina.





O Gospel Channel também vai esperar a confirmação pela própria Marina Silva, antes de darmos nossa posição final sobre o assunto; Lembrando que nesses 6 anos de trabalho, sempre fomos contra a PLC 122.



O Cúmulo do absurdo: Testemunhas de Jeová retiram filho com tumor cerebral de hospital inglês e fogem para França Médicos alertam que o menino, de 5 anos, precisa de equipamentos para sobreviver

por O GLOBO
29/08/2014 10:09 / Atualizado 29/08/2014 10:49


RIO - A polícia do Reino Unido está mobilizada para tentar encontrar um menino de 5 anos de idade com um tumor no cérebro, que foi retirado nesta quinta-feira (28) de um hospital pelos seus próprios pais. Seguidores da doutrina das Testemunhas de Jeová, os responsáveis por Ashya King levaram a criança da unidade do Southampton General Hospital sem autorização dos médicos.

Segundo informações, a família, em seguida, cruzou o Canal da Mancha em uma balsa. Nela, estavam Ashya, seus pais e seus seis irmãos. Acredita-se que seus responsáveis, Brett King, de 51 anos, e Naghemeh, de 45, estavam indo para Cherbourg, na França.

Médicos alertaram que se o menino não receber o tratamento adequado dentro de horas, sua vida estará em risco. A criança passou por uma cirurgia há uma semana. Ele está em uma cadeira de rodas e é incapaz de falar, sendo alimentado somente através de um tubo operado por uma bateria, que deve se esgotar nesta sexta-feira.
Fieis de Testemunha de Jeová, Brett King e Naghemeh são procurados pela polícia - Polícia do Reino Unido

A polícia se recusou a fazer qualquer comentário sobre as crenças ou motivações para a tomada do menino. De acordo com as autoridades, a família viajando em Hyundai I800 Estilo CRDI, de cor cinza.

Fiéis que seguem a Testemunha de Jeová não se submetem a transfusões de sangue e outros tratamentos médicos mais incisivos, acreditando que esta indicação estaria em trechos da Bíblia.

sábado, 16 de agosto de 2014

"Inventor" do skate viveu entre ondas, drogas, cadeias e Jesus

Jay Adams, em 1978; jovens pobres levaram técnicas do surfe às pistas
Jay Adams, em 1978; jovens pobres levaram técnicas do surfe às pistas

Dogtown é um bairro pobre no litoral de Los Angeles, Califórnia, onde as ruínas de um parque aquático abandonado criaram o que os surfistas locais batizaram de "A Caverna". A Caverna era um pedaço do oceano Pacífico limitado por troncos de madeira e pedras dispostos em formato de U, aonde garotos de famílias arruinadas por violência doméstica, desemprego e vício em drogas iam diariamente para surfar.

Surfar na Caverna era incrivelmente perigoso porque havia pouco espaço para muitos surfistas. Eles precisavam desviar de si mesmos e de imensos pedaços de pau fincados no solo do oceano.  E eles costumavam cair na água de manhã cedo, quando o mar estava mais agressivo. Os rapazes se orgulhavam de arriscar suas vidas no lugar, se orgulhavam do lugar em si, e o defendiam da invasão de intrusos. Você precisava conquistar o direito de surfar na Caverna.

Isso fazia daqueles surfistas garotos que desde cedo tiveram de provar que eram alguém. Entre eles, estava o cabeludo e esquentado Jay Adams.

Jay Adams fazia parte de um grupo que ficou conhecido nos anos de 1970 como os "Z-Boys". Quando os Z-Boys não estavam na Caverna, você podia vê-los surfando no asfalto, em bancos de praça e calçadas de Dogtown. Se hoje em dia existe uma semelhança entre o jeito que skatistas e surfistas se movimentam sobre suas pranchas, entre o jeito que se movem para atacar uma onda ou um corrimão, o jeito de tocar com as mãos a água ou o asfalto, isso é por causa dos Z-Boys e, particularmente, de Jay Adams.
Se o esporte é como ele é hoje, isso é por causa os que eles faziam na Caverna.

Adams morreu na sexta, aos 53 anos, vítima de problemas cardíacos durante uma viagem de férias com a família. Ele tinha ido ao México para surfar. A notícia pegou de surpresa e comoveu o mundo do skate.

Antes de Jay Adams, andar de skate era basicamente descer ladeiras. Os garotos de Dogtown assombraram o mundo ao se aproveitar do surgimento das rodas de poliuretano, que lhes permitiam maior liberdade de movimento, para repetir as manobras do surfe em piso seco. Os Z-Boys eram garotos que não tinham nada na vida além de seus skates. Eles tinham todo o tempo do mundo para aprimorar o estilo de suas manobras. Aos poucos, foram dedicando mais tempo ao asfalto que à água.

No começo dos anos 1970, quando Adams era um adolescente, houve uma grande seca na Califórnia. As pessoas deixaram de encher suas piscinas. E os Z-Boys começaram a andar de skate nelas. Eles descobriam quando os moradores estavam fora da cidade, pulavam cercas e ficavam praticando até a chegada da polícia. Chegaram ao ponto de comprar bombas de sucção para tirar qualquer resto de água das piscinas.
Foi o início de uma tradição que existe no esporte até hoje.

"Jay trouxe uma personalidade sem-noção ao skate, e o skate sempre foi um pouco rebelde", disse Danny Way, que já foi eleito duas vezes o skatista do ano.

Mas a biografia de Adams como um dos pais fundadores do esporte sempre será marcada por momentos de depressão, dependência química, envolvimento com tráfico, violência e um final redentor, no qual ele abraçou a fé cristã e começou a ir a escolas para aconselhar crianças a não cometer os mesmos erros que ele.

Como loucos

"Nós agíamos como loucos, usávamos drogas o dia inteiro e não éramos exatamente um modelo a ser seguido", reconheceu Adams sobre seu cotidiano como um skatista profissional. "Para mim e para minha geração, as drogas faziam parte de tudo. Para o pessoal de Dogtown era como se, se você não usasse drogas, você não poderia nem sair com a galera. Eu comecei como todo mundo, fumando maconha e bebendo, e depois tomando pílulas."

No começo dos anos 1980, vieram a cocaína e a heroína. Numa dessas noites, em Hollywood, sem nenhum motivo ele atacou um casal de homossexuais. Outras pessoas se envolveram na confusão, houve uma briga e um dos atacados morreu. Adams foi para a cadeia pela primeira vez, por seis meses.

Não seria a última. Ele passaria as próximas duas décadas em uma rotina de idas e vindas entre diferentes prisões dos Estados Unidos, por variados motivos, todos ligados à sua dependência química.

No final dos anos 1990, ele perdeu no intervalo de um ano, seu pai, sua mãe, sua avó e um irmão. Essa tragédia familiar o empurrou para um quadro de profunda depressão, e ele só conseguiu apoio nos braços da heroína.

Os problemas com as drogas reduziram drasticamente seu envolvimento com o esporte.
Quando seu amigo e ex-Z-Boy Stacy Peralta lançou um filme sobre os tempos de Dogtown, Adams cumpria pena por envolvimento em um grande esquema de tráfico de metanfetamina.

"Minhas nove vidas acabaram muito tempo atrás", disse ele em uma entrevista dias antes de sair pela última vez da cadeia (nos EUA, o mito diz que gatos têm nove e não sete vidas, como no Brasil). "Os planos de Deus para mim são diferentes daquilo que eu tenho feito."

Aproveitando sua popularidade, ele se engajou em um projeto educacional cujo objetivo era alertar crianças e adolescentes sobre o perigo das drogas. Passou seus últimos dias dividido entre esse projeto e cultos na igreja da cidade onde vivia.

"Eu me sinto abençoado por estar vivo. Nós cometemos vários erros na vida. Tomara que possamos ajudar algumas crianças a não cometer os mesmos erros, a não andar nas mesmas ruas que andamos", disse ele recentemente, com o rosto marcado por tatuagens que também tomavam boa parte de seu corpo.

"Adeus, Jay Adams. Obrigado por nos inspirar a ficar em pé e forçar os limites do que é possível", escreveu Tony Hawk, o nome mais conhecido do skate mundial.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sobre falsa postagem de "profecia" a Eduardo Campos. Compartilhem!





NOTA DE ESCLARECIMENTO

Nestes últimos dias, têm sido veiculadas por meio da internet muitas postagens especulativas sobre uma mensagem de morte que teria sido proferida ao nosso querido ex-governador Eduardo Campos, por ocasião de sua presença em um culto na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima.

Quero dizer que NÃO tem procedência tais afirmações, já que em nenhum momento daquela reunião foi ouvido, por qualquer dos presentes, nada que venha corroborar a possibilidade do vaticínio de sua morte. Também NÃO procede a afirmativa de que seu pai era presbítero da igreja.

Pelo que percebemos, há pessoas mal intencionadas que ficam fazendo postagens sem nenhum conhecimento dos fatos, e outros que as curtem, comentam e compartilham sem nenhum senso crítico responsável.

Sempre publicamos reuniões e fatos relevantes de nossa igreja para a comunidade cristã. Em nenhum momento isto foi sequer publicado ou ventilado por nós nesta página ou em qualquer outro lugar. Não sabemos de onde partiu tais especulações.

Vimos pedir a todos que não se deixem levar por tais postagens. É momento de serenidade, reflexão e oração pelas famílias enlutadas, que merecem todo o nosso respeito e consideração.

Que Deus Abençoe.

Pr. Roberto José dos Santos

OBS.: PEÇO QUE COMPARTILHEM.
OBRIGADO.